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Indústria náutica brasileira: arquivo do estudo de 2018

13 de dez. de 2018
3 min de leitura

Atualizado: 11 de out.

ARQUIVO HISTÓRICO — Este texto reúne informações e fontes citadas no contexto de 2018. Estatísticas, cargos, projeções e empreendimentos descritos refletem aquele período e não foram atualizados como indicadores de 2026. As projeções não comprovam a realização posterior dos resultados.

Na compilação histórica da edição original, a fonte IstoÉ Dinheiro era citada para uma estimativa de aproximadamente 814,5 mil embarcações de lazer no Brasil. O texto também registrava relações de barcos por habitante de 1/254 no Brasil, 1/23 nos EUA, 1/63 na França, 1/66 na Inglaterra e 1/125 na Itália, além de cerca de 120 estaleiros e produção média de 3,3 mil barcos por ano. Esses números são registros da época, sem validação como retrato atual do setor.


Gráfico de linha do Mercado Náutico Brasileiro, com série histórica e projeção pontilhada de compra e venda.

ACOBAR


Segundo ACOBAR, as Regiões Sudeste e Sul concentram mais de 85% dos estaleiros, com destaque para os estados de São Paulo (35% do total de estaleiros), Santa Catarina (21% do total) e Rio de Janeiro (14%). A Região Sul abriga um dos mais tradicionais e ativos Polo Náutico do Brasil e se destaca por apresentar a segunda maior concentração de estaleiros e fabricantes de equipamentos e acessórios náuticos do mercado nacional. O eixo da BR-101, em Santa Catarina, é o polo náutico mais importante da região, atrás apenas do litoral do Rio de Janeiro e de São Paulo. A região abriga diversas estruturas de apoio náutico, que incluem iate clubes, garagens náuticas, hotéis, empreendimentos imobiliários e marinas de alto padrão. Não por coincidência, encontra-se na região de Itajaí, Balneário Camboriú, Tijucas e Florianópolis o segundo maior polo industrial náutico do Brasil, onde estão instalados mais de 48 estaleiros, em sua maioria especializados na construção de lanchas de esporte e recreio com tamanhos que variam entre 16 e 120 pés.

Gráfico da frota náutica por região: Sudeste 52%, Sul 36%, Centro-Oeste/Norte 11% e Nordeste 1%.

ACOBAR


PROJEÇÕES REGISTRADAS EM 2018

Sobre a 21ª edição do São Paulo Boat Show, em 2018, o texto original registrava público de 33,5 mil pessoas, cerca de 250 embarcações vendidas e aproximadamente R$ 155 milhões em vendas diretas. São números históricos reportados pelas fontes da edição original, sem atualização nesta revisão.

O texto original apresentava o Tijucas Marine Center (TMC), em Tijucas/SC, como um projeto de 804.000 m² associado a indústria, comércio, serviços e turismo náutico. Registrava início de obras em 2018 e previsão, então anunciada, de conclusão da primeira fase em 2020. Esta revisão preserva a informação como anúncio histórico; não confirma conclusão, situação atual ou resultados do empreendimento.


DEPOIMENTOS E CARGOS CITADOS NA EDIÇÃO HISTÓRICA

 “Acreditamos que o momento é de recuperação, com o País tomando um novo rumo. Voltamos aos números de 2015, após 2016 e 2017 mais fracos. Já é uma evolução”, afirma o proprietário da Mestra Boats, José Eduardo Cury. A empresa foi uma das participantes da São Paulo Boat Show, salão náutico que ocorreu no início de outubro. A feira gerou cerca de R$ 155 milhões em vendas. “Pelo fato de nosso segmento não ser essencial, sofremos com a economia. Nesse ano, já estamos produzindo em ritmo normal e o Boat Show teve procura e negócios acima do esperado”, avalia Cury.

CEO da Intermarine, Roberta Ramalho analisa o desempenho na SP Boat Show 2018 é um bom termômetro para 2019. “Superou nossas expectativas, tudo que a gente preparou para o ano que vem se consolidou na feira.” Ela conta que a empresa cresceu mesmo na crise, especializando-se em barcos grandes. “São embarcações acima de 42 pés. Também focamos em desenvolvimento e inovação. Nosso faturamento cresceu 62% entre 2016 e 2018 e esperamos 59% em 2019.”

O diretor comercial da Sedna,Marçal Martins, diz que 2018 estava dentro das expectativas até o Boat Show. “Com a feira, superamos o esperado. Se as eleições tivessem sido antes, teria sido melhor.” Ele projeta crescimento de 5% em relação a 2017 e explica que a maior demanda vem do segmento de iates de passeio. “Corresponde a cerca de 90% das vendas. Também trabalhamos com a linha de pesca e esportiva”, destaca.

A mesma opinião é compartilhada por Allan Cechelero, diretor das marcas Triton Yachts, Fishing Raptore Armatti Yachts. “Apesar da crise econômica ter gerado insegurança nos consumidores em diversos setores nos últimos anos, em 2017, já percebemos sinais de melhora e acreditamos que haverá um crescimento ainda mais expressivo em 2018”, completa.


REFERÊNCIAS


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